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 Imagem do ouvido e suas partes internas
Estimulação global e a informática no processo terapêutico dos deficientes auditivos.

Instituições Envolvidas

O Programa de Engenharia Biomédica do COPPE

Classicamente, a Engenharia Biomédica é vista como a aplicação dos métodos de distintas áreas das Ciências Exatas e de Engenharia no campo das Ciências Médicas e Biológicas. Esse ramo de atividade teve seu início logo após a Segunda Guerra Mundial, voltando-se primeiramente para o estudo dos sistemas biológicos complexos (Bioengenharia). A evolução crescente da tecnologia nas últimas décadas levou a Engenharia Biomédica a atuar também no desenvolvimento de instrumentos para uso médico (Engenharia Médica) e na sua utilização adequada em ambiente médico-hospitalar (Engenharia Clínica). Nos anos 80, a atuação foi estendida para setores da saúde pública e saúde coletiva, dando-se início ao que hoje podemos chamar de Engenharia de Sistemas de Saúde.

Cobrindo todos estes ramos de atividade, de modo interdisciplinar e multiprofissional, a Engenharia Biomédica não só contribui para a área de saúde, mas também para o desenvolvimento científico, econômico e social.

No Brasil, esta atividade, em termos de pesquisa e formação acadêmica em pós-graduação, foi implantada em 1970 com a criação do Programa de Engenharia Biomédica (PEB) no COPPE/UFRJ.

Embora a área fosse então desconhecida, o início de suas atividades em nível de pós-graduação atraiu graduados em engenharia e ciências exatas, e das áreas de ciências biológicas e da saúde. Durante esses anos de existência, o PEB formou mais de 160 mestres e 7 doutores em ciências, tendo também preparado para o mercado outros 78 profissionais especializados (cursaram o mestrado e não defenderam tese). No momento, o PEB conta com um quadro de 11 docentes/pesquisadores efetivos, 11 técnicos, 4 funcionários administrativos, 43 mestrandos e 25 doutorandos matriculados.

O PEB desenvolve pesquisas básicas e aplicadas, direcionadas em seis linhas principais, com bastante interação entre as mesmas: Engenharia de Sistemas de Saúde, Processamento de Sinais e Imagens Médicas, Engenharia Pulmonar, Engenharia Clínica, Instrumentação Biomédica e Ultra-som em Medicina.

Para cumprimento das atividades de pesquisa, o Programa possui convênios firmados com o Ministério da Educação, Ministério de Ciência e Tecnologia (FINEP, CNPq), Ministério da Saúde, hospitais do Governo, Secretarias de Saúde, FIOCRUZ, empresas nacionais, Fundação de Ensino Superior - São João del Rei - MG (FUNREI) e FAPERJ.

Para estudos clínicos e aplicação das pesquisas, o PEB possui um laboratório de experimentação, localizado no CTI do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da UFRJ, e tem colaborado com outros serviços deste hospital, e também do Instituto Fernandes Figueira (FIOCRUZ-MS), Instituto Estadual de Hematologia Arthur de Siqueira Cavalcanti e outros hospitais do Rio de Janeiro e São Paulo. O Programa mantém ainda colaboração com vários laboratórios, como os do Instituto de Biofísica e dos Departamentos de Cardiologia, de Anatomia e de Farmacologia da Faculdade de Medicina da UFRJ.

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