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Fórum Bilíngue do INES debate estratégias alternativas de ensino

  • Publicado: Quinta, 01 de Junho de 2017, 21h39

Tom Min Alves, do IFSCNa última quinta-feira, o Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES) deu continuidade à programação 2017 do Fórum Bilíngue, com o tema "O currículo não é feito só de papel: As estratégias que emergem da cultura surda como formas legítimas de ensino-aprendizagem”. Das 9h às 20h, o segundo encontro do ano contou com a participação de mais de 15 pesquisadores do INES e de outras instituições de ensino, entre mesas redondas e comunicações. Cerca de 250 pessoas estiveram presentes no auditório central do instituto para assistir ao evento.

Pela manhã, o público conferiu as palestras de Carmem Cristina Beck e Tom Min Alves, do Campus Palhoça Bilíngue do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), que mostraram suas experiências na criação de conteúdos e de um espaço de ensino bilíngue. No IFSC, assim como no INES, professores e intérpretes trabalham juntos. "Altruísmo é olhar para o outro, pensar na comunidade primeiro e depois em si mesmo, ter empatia. Precisamos mais disso no Brasil. Temos um código de ética - que é fundamental, por exemplo, para que não confundam nosso trabalho com voluntariado ou caridade - mas é possível adaptá-lo à nossa realidade e usá-lo junto com o coração, evitando agir de forma egoísta", afirmou Tom.

Professores do INES em comunicações à tardeA tarde foi reservada para comunicações sobre a construção de saberes escolares em língua brasileira de sinais (libras) no INES, contando com a mediação de Fernanda Soares, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Houve, ainda, a participação das professoras Betty L’Astorina, da UFRJ e Luciane Rangel, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), além de pesquisadores do INES. As estratégias abordadas abarcavam o contato com a arte, contação de histórias, atividades extraclasse e suportes didáticos alternativos.

Antes do intervalo, foi a vez de Heveraldo Ferreira, apresentador do programa Aula de Libras, da TV INES, contar como encarou o desafio de levar um conteúdo educacional para a televisão. "O programa partiu de uma reflexão e iniciativa do INES, que sempre foi nosso grande fomentador. Já trabalhava como instrutor de libras e fui chamado para continuar meu trabalho na TV", explicou.

À noite, a mesa redonda "Ampliando o conhecimento disposto em libras: casos de textos originais e traduções" destacou experiências de quatro educadores, entre eles Simone Gonçalves da Silva, do IFSC. A doutora em linguística aproximou os campos de Estudos Culturais e de Estudos Surdos para falar sobre o território bilíngue como expansão das possibilidades de aprendizado para os surdos.

Vanessa Miró, do INES, se apresenta no FórumSobre o Fórum

O INES realiza em sua sede o Fórum Bilíngue em encontros periódicos durante o ano. São oferecidas, em um dia, atividades voltadas para o debate e a apresentação de experiências em torno de um eixo temático, reunindo especialistas, educadores, técnicos, pessoas surdas e seus familiares para refletirem e discutirem sobre assuntos relacionados à área da educação e da surdez e temas tangentes. O tema central no ano de 2017 será: "Uma escola, duas línguas e muitas culturas". Este ano, serão realizados, ao todo, cinco fóruns, todos com temas relacionados à escola bilíngue. Para mais informações, entre em contato com a Divisão de Estudos e Pesquisas (Diesp), pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

 

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