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INES recebe lançamento de aplicativo de comunicação para surdos

  • Publicado: Sexta, 16 de Junho de 2017, 19h54

Representantes convidados na mesa de abertura da cerimônia de lançamento do projeto Giulia, no auditório central do INESO Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES) recebeu, na manhã do dia 13 de junho, terça-feira, o lançamento do projeto Giulia - Mãos que Falam, que tem como objetivo facilitar a comunicação entre surdos que usam a língua brasileira de sinais (libras) e ouvintes sem fluência a partir de um aplicativo para celular, gratuito. O programa foi criado e desenvolvido pelo professor da Faculdade de Tecnologia da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) Manuel Cardoso, que apresentou a ideia para o público de cerca de 100 pessoas, entre parceiros, representantes, funcionários e alunos do instituto e convidados. O subsecretário da Pessoa com Deficiência da prefeitura do Rio, Geraldo Nogueira, também acompanhou o lançamento.

O projeto visa a propiciar à população surda maior acesso à informação em ambientes específicos como hospitais, escolas, delegacias de polícia, fábricas e escritórios. "Trabalho com tecnologia inclusiva há 27 anos. Desde o início desse projeto, buscamos obedecer a uma regra importante: nada se faz para eles sem a participação deles. Por isso buscamos uma associação de surdos em Manaus para entender de que forma essa tecnologia poderia agregar mais valor para eles", disse Manuel Cardoso.

Para usar a plataforma, é necessário ter um smartphone fixado no pulso. Além dos sensores comuns aos celulares, é preciso haver um magnetômetro (usado para medir intensidade, direção e sentido), que permite que o celular funcione como uma bússola e capte os movimentos das mãos. No site do projeto há uma lista com os celulares que vêm com este sensor. Segundo Cardoso, o algoritmo do Giulia vai aprendendo com as características da pessoa que faz os sinais à medida que o aplicativo é usado.

O professor esclarece que o Giulia não faz libras, já que, além da parte gestual, que é copiada pelo aplicativo, a língua inclui também as expressões faciais. Mas é uma forma de facilitar a comunicação. "Acredito que a geração de riqueza e conhecimento deve transformar a sociedade em prol de um bem maior, afirmou. "A surdez pode excluir mais do que todas as deficiências e deixar a pessoa fora do convívio social. É fundamental que as tecnologias sejam transformadoras e inclusivas", completou Geraldo Nogueira, da Subsecretaria da Pessoa com Deficiência.

O nome Giulia é uma homenagem a uma jovem surda, já falecida, que inspirou Cardoso a criar o projeto. A mãe de Giulia esteve presente no lançamento.

 

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