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"Ensinar em libras não é traduzir": Fórum Bilíngue do INES apresenta práticas pedagógicas e produção de conhecimento no bilinguismo

  • Publicado: Quarta, 19 de Julho de 2017, 14h02

No dia 13 de julho, quinta-feira, o Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES) realizou mais uma edição do Fórum Bilíngue, com o tema "Ensinar em libras não é traduzir: investigando as práticas pedagógicas surdas para produção de conhecimento e instrução em libras". Das 9h às 20h, o terceiro encontro do ano contou com a participação de 15 profissionais do INES e de outras instituições de ensino, entre palestras e comunicações. Mais de 200 pessoas estiveram presentes no auditório central do instituto para assistir ao evento.

Pela manhã, o público conferiu as palestras das duas convidadas especiais desta edição: as professoras Cibele Lima e Simone de Nazaré Lima, que contaram suas experiências em escolas bilíngues de São Paulo e do Pará. Cibele trabalha no Centro de Educação para Surdos Rio Branco, na região metropolitana da capital paulista, que, assim como grande parte das escolas bilíngues no país, adota uma abordagem da surdez não como deficiência, mas como diversidade humana. Justamente por isso, Cibele destacou a importância de se oferecer todos os recursos possíveis para que o aluno surdo se desenvolva nessas instituições: "Ele é capaz de aprender tanto quanto um ouvinte. É papel da escola propocionar uma educação alinhada com as perspectivas do século XXI, em que os alunos devem ser protagonistas da própria aprendizagem", disse.

Simone compartilhou com a plateia as políticas e práticas educacionais aplicadas na Unidade de Ensino Especializado Professor Asterio de Campos, em Belém (PA). Segundo ela, o bilinguismo deve estar necessariamente alinhado à pedagogia visual. "Sendo o signo visual o maior aliado no ensino para surdos, a língua de sinais deve ser usada como primeira língua no ensino de todas as disciplinas", observou. Além disso, ambas as palestrantes reforçaram a presença da cultura e da identidade surdas como pilares para o processo de aprendizado. "O bilinguismo tem que levar em conta essa questão, para que, de posse de sua língua e cultura, a criança surda consiga se inserir no mundo", afirmou Cibele.

À tarde, o evento cedeu espaço às comunicações de pesquisadores da casa sobre a construção de saberes escolares em língua brasileira de sinais (libras) no INES, e também contou com a apresentação do trabalho "A inclusão dos alunos surdos na educação básica no município de Campos dos Goytacazes", de Teresa Cristina Roza Pereira Monteiro e Ludmila Veiga Faria Franco, da Universidade Federal Fluminense (UFF).

À noite, a mesa redonda "Ampliando o conhecimento disposto em libras" destacou projetos de mediação escolar, produção de conhecimento em libras e práticas pedagógicas inclusivas no INES e nas escolas bilíngues Professor Asterio de Campos (PA) e Rio Branco (SP). O debate foi conduzido e mediado pela professora Ana Regina Campello, da Divisão de Estudos e Pesquisas do INES.

Sobre o Fórum

O INES realiza em sua sede o Fórum Bilíngue em encontros periódicos durante o ano. São oferecidas, em um dia, atividades voltadas para o debate e a apresentação de experiências em torno de um eixo temático, reunindo especialistas, educadores, técnicos, pessoas surdas e seus familiares para refletirem e discutirem sobre assuntos relacionados à área da educação e da surdez e temas tangentes. O tema central no ano de 2017 será: "Uma escola, duas línguas e muitas culturas". Este ano, serão realizados, ao todo, cinco fóruns, todos com temas relacionados à escola bilíngue. Para mais informações, entre em contato com a Divisão de Estudos e Pesquisas (Diesp), pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

 

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