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Página inicial > Notícias > VII Semana Pedagógica do INES discute desafios da formação bilíngue
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INES realiza I Simpósio sobre Ensino de Língua Portuguesa para Surdos e Semana da Alimentação Saudável

  • Publicado: Sexta, 20 de Outubro de 2017, 17h01

O Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES) realizou, nos dias 18 e 19 de outubro, o I Simpósio sobre Ensino de Língua Portuguesa para Surdos, que foi parte de uma das edições especiais do Fórum Bilíngue. O objetivo foi reunir pesquisadores e profissionais da área para debater experiências e pesquisas sobre a prática da língua portuguesa como segunda língua (L2), a práxis pedagógica e a produção de materiais didáticos voltados para estudantes surdos. Cerca de 250 pessoas estiveram no auditório principal do instituto para assistir às palestras e mesas redondas dos dois dias, e ainda puderam conferir trabalhos acadêmicos em sessões de comunicação individual no prédio do ensino superior (Desu).

Na cerimônia de abertura, a diretora do Departamento de Ensino Superior, Tanya Amara Felipe, ressaltou a importância da discussão linguística nas escolas bilíngues, sinalizando em língua brasileira de sinais (libras). Estavam presentes também o chefe de gabinete do INES, Paulo Roberto do Nascimento, e a diretora do Departamento de Educação Básica, Amanda Ribeiro.

Além de palestrantes do próprio instituto, o evento recebeu convidados de outras instituições e estados como São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Brasília. Sueli Fernandes, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), criticou um recente arrefecimento da luta pelos direitos dos surdos à educação de qualidade e destacou a aquisição adequada da língua de sinais como requisito básico para a compreensão do português escrito: "A acessibilidade dos alunos surdos à língua portuguesa passa pela vivência significativa de práticas de letramento em libras", disse.

Maria Cristina Cunha, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), reforçou a ideia de que a língua de sinais é que vai promover a aquisição de conhecimento prévio para os surdos. "Ainda se vê muito o surdo como incapaz. Às vezes o professor dá um texto mais fácil para o aluno surdo por achar que o conteúdo é difícil demais para ele. Mas a leitura sempre tem que trazer um desafio - ainda que pequeno, para que também não chegue a desestimular o aluno", acrescentou.

Lodenir Karnopp, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), continuou os debates do dia anterior na mesa redonda sobre a formação do leitor surdo, questionando a perspectiva política da surdez vista, ainda, como deficiência. Houve também palestras com foco na perspectiva histórica, teoria e prática nas escolas bilíngues, produção de materiais didáticos para o ensino de língua portuguesa para surdos, e estratégias alternativas de ensino, dialogando com a literatura, as artes e a criatividade.

Semana da Alimentação Saudável

Paralelamente ao simpósio, as professoras de artes do INES Joana Lyra e Lucia Vignoli e a nutricionista Lidiane Melo, da Divisão de Nutrição (Dinu), promoveram a Semana da Alimentação Saudável do INES. No dia 18, os alunos do Colégio de Aplicação (CAp-INES) participaram de oficinas, roda de conversa com nutrólogos e outros profissionais convidados, feira de produtos orgânicos e ações artísticas para celebrar o Dia Mundial da Alimentação Saudável, proposto pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO). Parte do trabalho desenvolvimento foi apresentada durante numa mesa redonda do Simpósio sobre Ensino de Língua Portuguesa para Surdos.

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