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Notícias e Avisos

COINES 2018: XVII Congresso Internacional e XXIII Seminário Nacional do INES reúne quase duas mil pessoas

  • Publicado: Sexta, 21 de Setembro de 2018, 22h32

O Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES) realizou, entre os dias 18 e 20 de setembro, o seu XVII Congresso Internacional e XXIII Seminário Nacional (COINES 2018), com o tema "Estudos Surdos: diferentes olhares para os saberes das comunidades surdas". Neste ano, o número de participantes quase dobrou em relação às edições anteriores: foram disponibilizadas 1.800 vagas, preenchidas por meio de sorteio eletrônico. O evento também demandou um espaço maior para comportar o público, sendo realizado no Centro de Convenções SulAmérica, no Centro do Rio de Janeiro. A programação contou com conferências, debates, mesas redondas, encontros com especialistas e exposição de pôsteres, além do Festival Brasileiro de Arte e Cultura Surda. A maioria das atividades teve a língua brasileira de sinais (libras) como base da comunicação nos três dias.

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Como acontece a cada ano, o diretor-geral do INES, Marcelo Cavalcanti, discursou na cerimônia de abertura e no encerramento do congresso, agradecendo à equipe da comissão organizadora. "Este é meu último ano no INES. Nesta gestão, procuramos ao máximo contribuir para o empoderamento da comunidade surda. Espero que vocês se desenvolvam cada vez mais, e que logo chegue o momento em que estaremos, surdos e ouvintes, em pé de igualdade", disse.

 

Na mesa de abertura do evento, também estiveram presentes o presidente da Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos (Feneis), Francisco Rocha; o diretor-geral do Instituto Benjamin Constant (IBC), João Ricardo Figueiredo; e o chefe de gabinete do INES, Paulo Roberto do Nascimento. João Ricardo lembrou o aniversário de 164 anos do IBC, comemorado na segunda-feira, dia 17 de setembro. "O IBC e o INES são instituições pioneiras no Brasil e na América Latina para pessoas com deficiência. É necessário termos uma inclusão verdadeira, não para cumprir exigências governamentais ou estatísticas, mas que respeite as particularidades de cada indivíduo", ressaltou. Francisco destacou a importância do COINES como "espaço de visibilidade para a comunidade surda" e de fomento de discussões políticas que permeiam o campo educacional.

Entre os palestrantes convidados, além de profissionais do próprio INES, estavam professores e pesquisadores de diversos estados do Brasil e também de outros países, como Johanna Mesch, da Universidade de Estocolmo, na Suécia, e Liona Paulus, da Georg-August University of Göttingen, na Alemanha, que trouxeram estudos linguísticos e comparativos entre as línguas de sinais estrangeiras e a libras. Martin Miller, da Deafhood Foundation, nos Estados Unidos, apresentou o conceito de surdidade por vídeo no primeiro dia do congresso, pois não conseguiu chegar a tempo ao Brasil. 

Nas mesas redondas e encontros com especialistas, além dos habituais temas relacionados a educação bilíngue e estudos surdos, houve destaque para discussões sobre gênero e raça na comunidade surda, a atuação dos intérpretes em debates e propagandas eleitorais, e os desdobramentos da aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em libras, um ano após a adoção das videoprovas. Na última mesa redonda do evento, 20 pessoas surdas contaram experiências pessoais da época de escola e responderam a perguntas da plateia no palco. Em seguida, houve apresentações de poesia em libras no Festival Brasileiro de Arte e Cultura Surda.

   

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