Um estudo sobre os currículos praticados na educação de surdos: entre a prescrição e a emancipação

Danielle Fini

Resumo


Este artigo é parte da minha pesquisa de mestrado, vinculada ao Programa de Pós-Graduação da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – PPGEdu/UNIRIO, no qual foram investigados os currículos praticados por duas professoras dos anos iniciais do Instituto Nacional de Educação de Surdos e e a partir daí examinou-se o problema do delineamento e implantação de políticas curriculares que buscam controlar/regular os conteúdos das escolas. A questão que orientou a pesquisa foi: como duas professoras têm trabalhado o currículo mediante as políticas curriculares vigentes hoje no Instituto Nacional de Educação de Surdos? Para responder a esta questão, optou-se por uma perspectiva qualitativa, com revisão bibliográfica e observação participante no Instituto envolvendo duas turmas, além de entrevistas semiestruturadas com duas professoras e a coordenadora pedagógica. O objetivo geral da pesquisa foi compreender como ocorriam os processos de criação e de desenvolvimentos dos currículos praticados em duas salas de aula dos anos iniciais. Os objetivos específicos consistiram em compreender quais são as políticas curriculares em vigência no INES, identificar as políticas curriculares em debate no campo da Educação e analisar as relações entre essas políticas e as práticas curriculares expressas nos conteúdos trabalhados em sala de aula. As conclusões apontaram para constantes tensões de perspectivas curriculares: uma prescritiva e outra baseada na valorização dos conhecimentos e questões que os estudantes traziam do seu cotidiano.


Palavras-chave


Currículos praticados. Educação de Surdos. Anos iniciais.

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Referências


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DOI: http://dx.doi.org/10.20395/fb.v0i38.523

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