Práticas de ensino de História e Geografia para surdos nas séries iniciais

Patricia Menezes

Resumo


O presente trabalho visa a compartilhar a experiência pedagógica da prática de ensino de História e de Geografia com os alunos surdos da educação básica do Instituto Nacional de Educação de Surdos (CapINES). Assim, implica em apresentar como vem sendo desenvolvido o trabalho em sala de aula com uma turma do 4º ano das séries iniciais, bem como em mostrar o suporte pedagógico utilizado nesse processo de ensino. O ponto inicial culmina em expor as estratégias realizadas na construção do conhecimento a ser abordado e também apontar os recursos didático-metodológicos na produção dos materiais impressos que dão suporte aos estudos dos alunos. Desse modo, resulta intensificar os estudos sobre estratégias de ensino de surdos e de produção de materiais didáticos para viabilizar o trabalho nesse processo de ensino e aprendizado. É importante ressaltar as dificuldades envolvidas ao lecionar na educação de surdos devido à escassez de materiais específicos para subsidiar nossas intenções pedagógicas. Com uma proposta pedagógica de matriz bilíngue, utilizam-se como estratégias de ensino, o uso da Libras como língua de instrução, vídeos (em Libras) e experiências de aulas passeio como caminhos viabilizadores na construção desse conhecimento. E nos recursos envolvidos na construção de materiais impressos de suporte aos estudos, apropria-se de imagens sinalizadas em Libras pelos próprios alunos, desenhos de sinais de Libras além de atividades que envolvam situações vivenciadas pelos próprios educandos, dentro ou fora do contexto escolar, com o intuito de aproximar e relacionar conteúdo e prática. Para trabalhar a questão de estratégias de ensino na educação de surdos, aproximo o trabalho corroborando com os discursos proferidos por Lacerda e Santos (2013) e Perlin(2000), os quais nos apontam caminhos viabilizadores da prática docente de Educação de Surdos, mostrando a maneira como é vista a aprendizagem pelos sujeitos surdos, o papel do professor e sua importância na forma de ensinar.  Intensifico esse diálogo resgatando o proposto por Campello (2007), Santos (2012) e Strobel (2009) que nos fortalecem no debate sobre a pedagogia visual, um campo de recurso metodológico para trabalhar na educação de surdos, mostrando a importância dos recursos visuais no suporte a materiais didáticos.


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Referências


CAMPELLO, A. R. S. Pedagogia visual/Sinal na educação dos surdos. In: QUADROS, R. M. de.; PERLIN, G. (Orgs). Estudos Surdos II. Petrópolis: Arara Azul, 2007. p. 100-131.

LACERDA, C. B. F.; SANTOS, L. F. Tenho um aluno surdo, e agora? Introdução à Libras e educação de surdos. São Paulo: EdUFSCar, 2013.

PERLIN, G. Identidade surda e currículo. In: LACERDA, C. B. F de; GOES, M. C. R de. (Orgs.). Surdez: rocessos educativos e subjetividade. São Paulo: Louvise, 2000, p. 23-28.

SANTOS, E. R. O ensino de Língua Portuguesa para surdos: uma análise de materiais didáticos. Anais do Sielp. V.. 2, n. 1. Uberlândia: EDUFU, 2012.

STROBEL, K. As imagens do outro sobre a cultura surda. 2. ed. rev. Florianópolis: Ed. da UFSC, 2009.




DOI: http://dx.doi.org/10.20395/fb.v0i38.537

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