Língua gestual portuguesa e seus aspectos políticos e sociais na educação de surdos

Pedro Henrique Witchs, Maria de Fátima Sá Correia, Orquídea Coelho

Resumo


O artigo apresenta uma problematização do cará- ter político do reconhecimento da Língua Gestual Portuguesa (LGP) e suas implicações na educação de surdos. Para tanto, parte do entendimento da relação de imanência entre língua e poder, desde um cruzamento entre os Estudos Foucaultianos e a História Social da Língua. Deste modo, é possí- vel perceber um conjunto de implicações desde o reconhecimento da LGP a partir da Lei Constitu- cional de 1997. Apesar disso, o reconhecimento legal do papel incontornável da Língua Gestual, embora necessário em termos jurídicos, não tem sido suficiente no âmbito social para que a LGP seja assumida como produtora e transmissora de cultura. Isso implica compreendê-la não apenas como uma ferramenta de acessibilidade comu- nicacional, mas como artefato capaz de tornar possível ensinar e aprender, bem como de consti- tuir-se como sujeito de uma diferença linguística e cultural.


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DOI: http://dx.doi.org/10.20395/re.v0i48.396

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