A colonialidade do saber e a emergência do saber dos nadies

Claudio A. Barría Mancilla

Resumo


O artigo apresenta uma reflexão epistemológica sobre os modelos de produção do conhecimento que sustentam a nossa ideia de ciência e, logo, de ensino escolarizado, isto é, uma reflexão sobre a base epistemológica do saber científico moderno e portanto, do pensamento social clássico e sobre a historicidade da sua matriz de legitimação, notadamente, das condições geopolíticas, espaço-temporais e históricas do seu surgimento e desenvolvimento, bem como sobre o processo de sua legitimação enquanto forma moderna de saber científico universal único. Em tempo dada a crise das representações e de projeto civilizatório do modelo de sociedade ocidental, cujo paradigma é a lógica do capital e a colonialidade do poder, faz- se uma revisão da relação entre o pensamento científico clássico e o cotidiano como espaço de produção de conhecimento, ao tempo que, ancorados na perspectiva da diferença colonial, apontam-se algumas produções teórico-metodológicas já sistematizadas e insti tu cio nalizadas, originadas nos movimentos sociais populares na Nossa América, cujas bases epistêmicas acenam em um sentido outro ao do apresentado pelo modelo moderno/colonial de legitimação do conceito de ciência.


Texto completo:

PDF


DOI: http://dx.doi.org/10.20395/re.v0i34.409

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Direitos autorais 2018 Revista Espaço

Licença Creative Commons
Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.

Revista Espaço 1990-2019 | INES - Instituto Nacional de Educação de Surdos

ISSN Impresso 0103-7668

ISSN Eletrônico 2525-6203

Indexação