Educação Bilíngue de surdos: considerações sobre as práticas da Educação Infantil a partir de uma análise sobre o brincar

Beatriz Aparecida dos Reis Turetta, Cristina Broglia Feitosa de Lacerda

Resumo


O presente trabalho aborda a problemática da educação bilíngue no âmbito da Educação Infantil. Com o intuito de contribuir com a escassa produção a respeito das práticas educacionais bilíngues nesse nível de ensino, buscamos descrever um Programa Educacional Bilíngue que assume os pressupostos teóricos da abordagem histórico-cultural de desenvolvimento humano e as proposições da abordagem bilíngue para crianças surdas. Com o objetivo específico de analisar as condições criadas por este grupo social para o desenvolvimento das crianças apresentamos dados a respeito do brincar, entendido nessa abordagem como a atividade mais significativa da infância. As análises nos permitem afirmar que o brincar com outras crianças surdas e a presença de professores bilíngues favoreceu a aquisição da Libras e permitiu que elas alcançassem níveis mais elaborados de pensamento e linguagem.


Palavras-chave


Educação Infantil Bilíngue; Surdez; Língua de Sinais; Brincar

Texto completo:

PDF

Referências


BRASIL. Lei nº. 9.394 de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da Educação (LDBEN). Brasília, DF, 20 dez.1996. Disponível em: < http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9394.htm>. Acesso em: 10 abr. 2012.

______. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Referencial curricular nacional para a educação infantil (RECNEI). Brasília, DF: MEC/SEF, 1998.

______. Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002. Dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, 25 de abril de 2002. Disponível em: . Acesso em: 10 abr. 2012.

______. Decreto nº 5.626, de 22 de dezembro de 2005. Regulamenta a Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002, que dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais – Libras, e o art. 18 da Lei nº 10.098, de 19 de dezembro de 2000. Diário Oficial da União, Brasília, 23 de dezembro de 2005.

______. MEC/SEESP. Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, de 09 de outubro de 2008. Disponível em: . Acesso em: 10 abr. 2012.

______. Resolução CNE/CEB nº. 5, de 17 de dezembro de 2009. Fixa as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil. Brasília, DF, 2009. Disponível em: . Acesso em: 10 abr. 2012.

CAMPOS, M. M.; FÜLLGRAF, J.; WIGGERS, V. A qualidade da Educação Infantil Brasileira: alguns resultados de pesquisa. Cadernos de pesquisa. v. 36, n. 127, jan./abr. 2006.

CRUZ, M. N. da. O brincar na educação infantil e o desenvolvimento cultural da criança. In: SILVA, D. N. H.; ABREU, F. S. D. de. (orgs) Vamos brincar de quê? Cuidado e educação no desenvolvimento infantil. São Paulo: Summus, 2015.

ELKONIN, D. B . Psicologia do jogo. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2009.

GÓES, M. C. R. de. Linguagem, Surdez e Educação. Editora Autores Associados, 2012.

LACERDA, C. B. F. e LODI, A. C.. (Org.). Uma escola duas línguas: letramento em língua portuguesa e língua de sinais nas etapas iniciais de escolarização. 1ed.Porto Alegre: Editora Mediação, 2009.

LACERDA, C. B. F. e LODI, A. C.. A inclusão escolar bilíngue de alunos surdos: princípios, breve histórico e perspectivas. In: LACERDA, C. B. F. e LODI, A. C.. (Org.). Uma escola duas línguas: letramento em língua portuguesa e língua de sinais nas etapas iniciais de escolarização. 1ed.Porto Alegre: Editora Mediação, 2009.

LACERDA, C.B.F.; SANTOS, L. F. dos. (Org.) Eu tenho um aluno surdo, e agora?. São Carlos, Edufscar, 2013.

LACERDA, C.B.F.; FORMAGIO, C.L.S. Práticas pedagógicas do ensino de português como segunda língua para alunos surdos no ensino fundamental. In: LACERDA, C. B. de F.; SANTOS, L. F. dos; LODI, A.C. B.; GURGEL, T. M. do A. Escola e Diferença: caminhos para educação bilíngue de surdos. São Carlos: Edufscar, 2016.

LACERDA, C. B. F. de; SANTOS, L. F. dos S.; MARTINS, V. R. de O. (Org.) Escola e Diferença: caminhos para educação bilíngue de surdos. São Carlos: Edufscar, 2016.

LEONTIEV, A. N. Os princípios psicológicos da brincadeira pré-escolar. In: VYGOTSKY, L. S.; LURIA, A. R.; LEONTIEV, A. N. Linguagem, desenvolvimento e aprendizagem. São Paulo: Ícone/Edusp, 2001.

LODI, A. C. B. Educação bilíngue para surdos e inclusão segundo a Política Nacional de Educação Especial e o Decreto nº 5.626. Educação e Pesquisa. São Paulo, v.39, n.1, p.49-63, jan./mar. 2013. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ep/v39n1/v39n1a04.pdf

LODI, A.C.B.; LUCIANO, R. de T. Desenvolvimento da linguagem de crianças surdas em língua brasileira de sinais. In: LACERDA, C. B. F. e LODI, A. C.. (Org.). Uma escola duas línguas: letramento em língua portuguesa e língua de sinais nas etapas iniciais de escolarização. 1ed.Porto Alegre: Editora Mediação, 2009.

MENDES, E. G. A radicalização do debate sobre inclusão escolar no Brasil. Revista Brasileira de Educação. São Carlos, v. 11, n. 33, set./dez. 2006. p.387-405.

MARTINS, M. A. L.; LACERDA, C. B. F. de. O professor surdo: prática em sala de aula/sala de atendimento educacional especializado. In: SILVA, L. C. da; DANELON, M.; MOURÃO, M. P. (Orgs.). Atendimento educacional para surdos: educação, discursos e tensões na formação continuada de professores no exercício profissional. Uberlândia: EDUFU, 2013, p. 39-51. (Coleção: Educação Especial e Inclusão Escolar: políticas, saberes e práticas. Série: Novas pesquisas e relatos de experiências, v. 03).

PERLIN, G. T e QUADROS, R. M. de. Educação de surdos em escola inclusiva?. Rio de Janeiro, Espaço, v.7, (35-40), junho.1997.

PINO, A. As marcas do humano: às origens da constituição cultural da criança na perspectiva de Lev S. Vigotski. São Paulo: Cortez, 2005.

SILVA, D. N. H. Como brincam as crianças surdas. São Paulo: Plexus Editora, 2002.

TURETTA, B. A. dos R. A criança surda e seus interlocutores num programa de escola inclusiva com abordagem bilíngue. 2006. Dissertação (Mestrado em Educação) Universidade Metodista de Piracicaba, Piracicaba, 2006.

______. Crianças com necessidades especiais em atividades de brincadeira no contexto da Educação Infantil. 2013. Tese (Doutorado em Educação) Universidade Metodista de Piracicaba, Piracicaba, 2013.

VYGOTSKI, L. S. A Formação Social da Mente: o desenvolvimento dos processos psicológicos superiores (coletânea org. por Cole. M. e Outros). São Paulo: Martins Fontes, 1984.

VYGOTSKI, L. S. Historia del desarrollo de las funciones psíquicas superiores. Obras Escogidas. Vol. III. Trad. L. Kuper. Madri, Visor, 1995.




DOI: http://dx.doi.org/10.20395/fb.v0i37.468

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


ISSN Impresso: 1518-2509
ISSN Eletrônico: 2525-6211 

 Licença Creative Commons
Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.

Revista Forum está avaliada como B4 no Qualis- Interdisciplinar/CAPES

 

INDEXADA EM:


Resultado de imagem para sumario.org logo  Resultado de imagem para google acadêmico Resultado de imagem para portal periódicos capes  Resultado de imagem para doaj  Imagem relacionadaResultado de imagem para livre cnen