Atividades lúdicas como estratégia de trabalho de cálculo com estruturas aditivas

Silene Madalena, Manoela Oliveira

Resumo


A ludicidade, quando associada a situações de aprendizagem dos conteúdos acadêmicos, costuma proporcionar momentos em que o conhecimento vem acompanhado do prazer em aprender. Dentre as atividades lúdicas, o jogo proporciona situações-problema que requerem uma série de operações mentais para a obtenção de sucesso, estimulando a participação ativa dos jogadores (Kamii e DeVries, 1991). A busca de soluções, não só para terminar o jogo, mas para conseguir fazê-lo antes que os outros competidores o façam e, portanto, obter a vitória, estimula o desenvolvimento do raciocínio lógico, possibilitando também a auto-avaliação do desempenho de cada um. Devido a essas propriedades, as atividades lúdicas passaram a ser escolhidas como recurso didático empregado nos encontros organizados pelas professoras da Oficina de Matemática do SEF1 (Madalena, Oliveira e Nunes, 2011). Considerando-se que as operações de adição e subtração pertencem a um mesmo campo conceitual, denominado como campo aditivo (Vergnaud, 1990), elencamos um repertório de atividades em que tais operações precisem ser utilizadas pelos alunos.  Dentre as vantagens que estas atividades possibilitam, destacamos a agilidade na realização de cálculos mentais, bem como a formação de um acervo de formas aditivas que podem ser memorizadas pelos estudantes durante a realização das diversas jogadas ao longo de uma partida. Outro fator que vale a pena ser enfatizado, diz respeito aos algoritmos sinalizados (Nunes e Moreno, 1998) empregados pelos alunos para realizar subtrações e adições de pequenas quantidades. É comum ver as crianças e os jovens surdos que frequentam a oficina, passarem a conhecer diferentes estratégias de cálculo em LIBRAS ao verem seus colegas de classe realizando esses algoritmos durantes as jogadas. Atividades como Quadrado Mágico e Segredo da Pirâmide costumam ser bastante desafiadoras para os estudantes, envolvendo uma sucessão de cálculos com as estruturas aditivas, e por isso estão presentes em nossas aulas. Dentre os jogos que fazem parte do acervo da Oficina utilizamos alguns que são sugeridos por Kamii (2002) como Nickelodeon, Três em Linha e Saudação e outros que são indicados por Rizzo (1996) como Estoura em Cinco, Memória de Dez, Quinze Torres e Dez Tesouros. Além destas atividades, há propostas de trabalho que são criadas pelas professoras da Oficina envolvendo o uso de cartões coloridos, confecção de tabuleiros, dados e cartas de baralho. Os resultados obtidos por meio dessas atividades têm motivado os alunos a participar da Oficina, contribuindo não só para o desenvolvimento de habilidades matemáticas que envolvem cálculo, como também para estimular a iniciativa, a autonomia e a cooperação.


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DOI: http://dx.doi.org/10.20395/fb.v0i37.490

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