A Política Pública de formação do professor para atuar na educação inclusiva do município de Itaberaba/BA

Stela Fernandes

Resumo


Essa pesquisa trata de um estudo de caso acerca da Política Pública de formação do professor para atuar na educação inclusiva do município de Itaberaba, no Estado da Bahia. Do ponto de vista teórico, está ancorada num referencial das Políticas Públicas e da Educação que discute a Política Pública de Formação de Professores tendo em vista a inclusão de pessoas surdas e cegas, utilizando-se dos conhecimentos da área de políticas públicas (policy analysis) e do Ciclo de Política (policy cycle). Para discutir tal temática utilizamos os seguintes aportes teóricos: Cavalcanti (2009), Dye (1984) e Roth Deubel (2003). A Política Nacional de Educação Especial na perspectiva de Educação Inclusiva surgiu a partir de um movimento mundial como uma ação política, cultural, social e pedagógica, desencadeada em defasa do direito de todos os alunos de estarem juntos, aprendendo e participando sem nenhum tipo de descriminação. O objetivo do trabalho é analisar como as politicas públicas de formação continuada foram  elaboradas, tendo em vista a inclusão de alunos cegos e surdos. Trata-se, portanto de uma pesquisa qualitativa, cujo método principal de coleta de dados foi o descritivo, por meio da análise de documentos e realização de 13 entrevistas semiestruturadas com professores do atendimento especializado, da rede regular de ensino e a gerente de educação especial. Por meio das entrevistas com os professores foi possível identificar como tiveram acesso à formação, se a Secretaria de Educação Municipal organizou uma política de implantação da Inclusão com vistas à formação dos profissionais, e como ocorreu o processo de decisão e elaboração das políticas públicas.  A partir de tais análises, chegou-se a conclusão que, a Política Pública municipal de formação de professores assume inicialmente um caráter incremental, pois incrementa a proposta do Centro de Apoio Pedagógico em Educação Especial CEAPE. Segundo Cavalcanti (2009; p.18) “neste modelo a decisão mais adequada é aquela que assegura o melhor acordo entre os interesses envolvidos”. Outro fator importante é o movimento que surge no CEAPE, em que se destaca a importância dos profissionais, enquanto  atores sociais  e articuladores na politics (jogo político)  e na formulação  de public policy (política pública) da Educação Inclusiva. Porém, a partir do ano 2009, momento que a Secretaria de Educação assume a política de educação, e efetiva  algumas mudanças no CEAPE não existem registros de que o ciclo seja preenchido por ações de implementação e avaliação da política até então implantada. Desta forma, o presente estudo leva-nos a refletir sobre a importância da formação continuada estar baseada na concepção interativa reflexiva de acordo ao modelo construtivista, que incide na premissa da necessidade da construção de Políticas Públicas especificas de formação de professores.


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DOI: http://dx.doi.org/10.20395/fb.v0i37.500

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ISSN Impresso: 1518-2509
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