Uma mediadora escolar e múltiplas adaptações na proposição de uma educação inclusiva

Priscilla Moreira

Resumo


A instituição escola, quando foi criada após a Revolução Industrial, tinha o propósito de ensinar a um estudante ideal. Diante da proposta da educação inclusiva, ela agora precisa se reinventar. O presente trabalho, desenvolvido no período letivo de 2016, no Setor de Ensino Fundamental do Primeiro Segmento do Colégio de Aplicação do Instituto Nacional de Educação de Surdos (SEF 1/CAp/INES), narra a experiência de uma professora mediadora que atuou no processo de inclusão de um jovem há anos afastado da escola, inserido em uma turma do 3o ano do Ensino Fundamental. A função de mediador escolar específico para a inclusão surgiu na escola regular particular, que percebeu a necessidade de um profissional que intercedesse de forma a tornar possível o vínculo entre o aluno com necessidades educacionais especiais e os demais colegas, os professores e o ambiente escolar. O termo mediador escolar de alunos com necessidades educacionais especiais ainda não aparece na legislação, o que dificulta a criação de editais para concurso público e a definição do seu trabalho. A atuação desse profissional caminha sem referências, uma vez que, apesar de haver alguns cursos de extensão, ainda não existe uma formação estabelecida. Sua ação acaba dependendo da definição que cada escola lhe atribui. Assim, pode-se dizer que a formação em serviço é indispensável.  Dessa maneira, os objetivos deste artigo são divulgar uma possível atuação do mediador escolar e compartilhar as adaptações realizadas para esse estudante. Neste relato, busca-se evidenciar a necessidade de adaptação de todos os integrantes desse processo: dos professores regentes, da mediadora escolar, dos colegas de turma, do aluno incluído, da responsável pelo aluno e dos demais funcionários da escola. O limite entre os papéis de professor regente e mediador escolar é tênue, e precisa ficar claro para ambos quais são suas responsabilidades perante aquele aluno incluído. Acordos entre os profissionais são inevitáveis e particulares. Cada professor tem um jeito de trabalhar e o mesmo acontece com o mediador escolar. O ideal é que o planejamento diário seja feito em conjunto. O artigo traz um depoimento do primeiro ano do processo de inclusão no setor e o relato de como é desafiante iniciar algo inovador.


Palavras-chave


Mediador Escolar, Educação Inclusiva, Adaptações

Texto completo:

PDF

Referências


BRASIL. Lei no 13.146, de 6 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 7 jul. 2015.

DECLARAÇÃO DE SALAMANCA. 1994. Sobre Princípios, Políticas e Práticas na Área das Necessidades Educativas Especiais. Disponível em: . Acesso em: 16 ago. 2017.

MOUSINHO, R.; SCHMID, E.; MESQUITA, F.; PEREIRA J.; MENDES, L.; SHOLL, R.; NÓBREGA, V. Mediação escolar e inclusão: revisão, dicas e reflexões. Revista Psicopedagogia. n. 27, v. 82, p. 92-108, 2010.




DOI: http://dx.doi.org/10.20395/fb.v0i38.525

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


ISSN Impresso: 1518-2509
ISSN Eletrônico: 2525-6211 

 Licença Creative Commons
Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.

Revista Forum está avaliada como B4 no Qualis- Interdisciplinar/CAPES

 

INDEXADA EM:


Resultado de imagem para sumario.org logo  Resultado de imagem para google acadêmico Resultado de imagem para portal periódicos capes  Resultado de imagem para doaj  Imagem relacionadaResultado de imagem para livre cnen