O trabalho interdisciplinar como ferramenta de desenvolvimento da aprendizagem

Bruna Arruda, Alexandra Silva, Diego Santos, Viviane Oliveira

Resumo


O trabalho interdisciplinar apresenta um empenho em transformar o processo de ensino/aprendizagem em um ambiente propício ao desenvolvimento das diferentes competências dos alunos. Considerando a escola também como um local de desenvolvimento da comunicação dos alunos, os quais muitas vezes só estão em contato com a Libras no ambiente escolar, torna-se de suma importância que os professores trabalhem em conjunto, proporcionando um relacionamento entre eles e os alunos pautado na confiança e na troca. Dessa maneira, este trabalho tem por objetivo compartilhar a experiência de quatro professores (das disciplinas de Artes; Português, História e Geografia; Educação Física e Libras) do 5º ano do Ensino Fundamental do Colégio de Aplicação do Instituto Nacional de Educação de Surdos (CApINES), que em suas práticas pedagógicas compartilham vivências e atividades realizadas com a turma, em busca de melhoria no processo de ensino/aprendizagem, sempre buscando, por meio da partilha de informações, compreender as demandas desses alunos, bem como sugerir novas possibilidades aos demais professores. Para tal, foram considerados autores que tratam tanto de interdisciplinaridade como Luck (2001) e Severino (1998), quanto da educação de surdos: Fernandes (1999), Quadros (1997; 2002-2003), Skliar (1998a; 1998b), entre tantos outros. Essa forma de trabalho, em que são compreendidos os alunos nos seus diferentes contextos, torna os conteúdos e as atividades mais significativos. E melhora o interesse e o desempenho dos alunos, que descobrem na interdisciplinaridade uma maneira de aperfeiçoar habilidades e desenvolver as dificuldades. Dessa forma, o trabalho realizado entre os professores de diferentes disciplinas possibilita que as trocas com os alunos de 5º ano sejam contextualizadas. Os assuntos perpassam pelos conteúdos de uma disciplina em uma atividade realizada pelo professor de outra disciplina. Posteriormente, as trocas realizadas são relatadas no contexto da disciplina em questão. Consideramos, portanto, que o ambiente escolar se torna mais interessante e agradável, propiciando maior interesse dos educandos.


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Referências


FERNANDES, S. É possível ser surdo em português? Língua de sinais e escrita: em busca de uma aproximação. In: SKLIAR, C. (Org.) Atualidade da Educação bilíngue para Surdos, v. 2. Porto Alegre: Mediação, 1999.

LUCK, H. Pedagogia da interdisciplinaridade. Fundamentos teórico metodológicos. Petrópolis: Vozes, 2001.

QUADROS, R. M. de. Educação de surdos: a aquisição da linguagem. Porto Alegre: Artes Médicas, 1997.

QUADROS, R. M. de. Situando as diferenças implicadas na educação de surdos: inclusão/exclusão. Revista Ponto de Vista, UFSC, n. 4, 2002-2003.

SEVERINO, A. J. Metodologia do trabalho científico. São Paulo: Cortez,2007.

SKLIAR, C. Os estudos surdos em educação: problematizando a normalidade. In SKLIAR, C. (Org.) A surdez: um olhar sobre as diferenças. Porto Alegre, Editora Mediação, 1998a.

SKLIAR, C. Bilinguismo e biculturalismo: uma análise sobre as narrativas tradicionais na educação dos surdos. In: Revista Brasileira de Educação, ANPED, 1998b.




DOI: http://dx.doi.org/10.20395/fb.v0i38.531

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