O ensino de média aritmética para alunos surdos

Edson Akira Yahata

Resumo


Normalmente, o ensino de média aritmética tem sido feito de forma tradicional, em que o professor apresenta a fórmula e os alunos irão aplicá-la, muitas vezes sem compreender realmente o conceito. Essa metodologia em que primeiro se apresenta a fórmula para depois tentar desenvolver o conceito, de forma que o aluno possa utilizá-la na resolução dos problemas, pode também ser observado na forma com que esse conteúdo é apresentado em alguns livros didáticos. O objetivo deste trabalho foi o desenvolvimento do conceito de média aritmética por meio da resolução de problemas apresentados em língua de sinais, com o uso do Power Point e de poucas palavras em Língua Portuguesa. Os alunos resolveram vários problemas simples e de forma intuitiva, com exemplos fáceis e triviais e, gradativamente, foram apresentadas questões mais difíceis que necessitaram do uso de uma fórmula. Dessa forma, fizemos o caminho inverso do que normalmente é apresentado. Posteriormente, foi formalizado todo o conhecimento com apresentação da uma fórmula com as notações matemáticas adequadas, que os próprios alunos conseguiram “encontrar” de forma intuitiva, orientados pelo professor. Só então foram apresentados outros problemas contextualizados, que os alunos puderam resolver de forma intuitiva ou pela fórmula apresentada. Os alunos apresentaram um interesse maior ao ver problemas do seu cotidiano como média do bimestre e média anual. Alguns entenderam o porquê de precisar somar 24 nos bimestres, entre outras informações. Isso fez com que os alunos tivessem um interesse maior e que verdadeiramente internalizassem o conceito de média aritmética sem ficar presos à fórmula. Esta metodologia pode ser uma possível forma de ensinar conceitos matemáticos aos alunos surdos, partindo de problemas simples apresentados em língua de sinais por um professor fluente em Libras, utilizando imagens e poucas palavras em Língua Portuguesa. Os problemas são apresentados de forma gradativa até que o próprio aluno sinta a necessidade de uma fórmula para resolver problemas mais complexos e  consiga, intuitivamente e orientado pelo professor, “encontrá-la”, para posteriormente haver uma formalização.


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DOI: http://dx.doi.org/10.20395/fb.v0i38.534

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ISSN Impresso: 1518-2509
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